TCU achou falhas na integração de segurança para a Rio 2016, diz Nardes

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Nardes (primeiro à esquerda) e autoridades de diferentes esferas falaram sobre segurança nas Olimpíadas na Escola Naval de Guerra, bairro da Urca, no Rio (Foto: Marcelo Elizardo/G1)

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes afirmou nesta quarta-feira (25), no Rio, que o órgão encontrou falhas na integração das forças de segurança do Brasil, durante a apresentação do plano de segurança para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, nesta quarta-feira (25). Os problemas, segundo ele, foram descobertos durante auditoria preventiva feita pelo TCU. As principais falhas aconteceriam no controle de fronteiras.

“Nos preocupa evasão de divisas. A ideia é que a gente possa proteger mais as fronteiras. Está tendo muita migração em regiões sem o cuidado adequado. Estamos dialogando com nossa equipe”, revelou Nardes.

As declarações aconteceram no anúcio de detalhes sobre o esquema de segurança do Rio, pelo Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, na Escola de Guerra Naval, no bairro da Urca, Zona Sul do Rio.

Nardes afirmou que a auditoria sobre terrorismo ainda não foi finalizada e é sigilosa. Portanto, ele não revelou falhas encontradas. A auditoria sobre fronteiras, no entanto, preocupa.

“Por enquanto é uma auditoria ainda sigilosa. Por uma questão de riscos que temos em relação ao que aconteceu recentemente na França. Temos que tomar cuidado com os atentados”, disse Nardes, antes de completar. “Na questão das fronteiras existem gargalos mas estamos trabalhando para sanar. Já sabemos quais são as falhas e uma delas é essa integração”.

O Ministério da Justiça, por sua vez, afirmou, nesta quarta-feira (25), que não vai alterar o plano de segurança para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 em termos de efetivo. A matriz de segurança será formada por 85 mil homens, 38 mil das Forças Armadas. Outros 47 mil são de segurança, defesa civil e ordenamento urbano.

Segundo Andrei Rodrigues, secretário de segurança para grandes eventos do Ministério da Justiça, os recentes atentados terroristas no planeta deixam o Brasil em alerta. Dentro do plano de segurança, foi criado o Centro Integrado Antiterrorismo (Ciant), que será coordenado pela área de inteligência da Polícia Federal para troca de informações.

“Ninguém pode ficar indiferente a episódios bárbaros como acontecerem em Paris. Sobre o enfrentamento ao terrorismo, reforço aqui o compromisso que o Brasil tem com as melhores praticas. Na capacitação dos nossos profissionais de segurança. Os Jogos Olímpicos e Paralimpicos são eventos do Brasil. Teremos a necessária cooperação de outros estado na segurança do Rio. Oportunidade sem igual para qualificar os profissionais de segurança pública”, disse Andrei.

Para José Mariano Beltrame, secretário de segurança pública do Rio de Janeiro, a experiência em grandes eventos obtidas com a Copa do Mundo, Copa da Confederações, Jogos Pan Americanos e Jornada Mundial da Juventude vão colaborar para a segurança durante os Jogos Olímpicos.

Custos
O Ministério da Justiça afirmou que o total de investimentos da pasta para os grandes eventos desde a Copa das Confederações chega a R$ 1,5 bilhão. Deste total, R$ 350 milhões são investimentos diretamente ligados aos Jogos Olímpicos. Este último valor vai pagar delegacias móveis, equipamentos antibomba e de proteção individual, além de helicópteros, por exemplo.

“Temos que separar investimento de custeio. Aqui estamos falando de investimentos, de equipamentos e profissionais capacitados que ficarão para a segurança pública. O custeio é que a partir da definição operacional ainda teremos um valor a definir”, explicou Andrei Rodrigues, secretário de grandes eventos do Ministério da Justiça.

 

Fonte: G1