Delegados são contrários à manutenção de presos em delegacias

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A Associação dos Delegados de Polícia (Asdep) divulgou nota, na manhã desta terça-feira, apresentando contrariedade à manutenção de detentos em delegacias no Estado. A prática ocorre desde a semana passada. O documento, assinado pela presidente da entidade, delegada Nadine Tagliari Anflor, aponta que a medida traz insegurança para os policiais e, também, para a população que procura os departamentos para registro de ocorrências. Eles pedem que a situação seja revertida com urgência.

Nessa segunda-feira, a Defensoria Pública do Estado ingressou com pedido coletivo solicitando a transferência para presídios de todos os detidos recolhidos em delegacias de polícia da região Metropolitana de Porto Alegre. Na hipótese de ausência de vagas, o órgão requer que seja assegurado o direito de o preso cumprir presão domiciliar. Os detidos estão nas sedes da polícia justamente por não haver vagas no sistema prisional.

Em resposta, o Judiciário entendeu, porém, que, em vez de um pedido, é necessário uma ação judicial. A Defensoria ainda não recebeu o retorno oficialmente. Conforme a assessoria de imprensa do órgão, assim que receber um retorno, irá analisar o caso e verificar o que pode ser feito para solucionar o problema. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) garante estar encaminhando os detentos para os presídios.

Sobre o planejamento para o Presídio Central de Porto Alegre, que, ao ser interditado, deu origem ao acúmulo de presos em delegacias, a proposta é reconstruir pavilhões que serão destruídos.

Leia a nota na íntegra:

“Os Delegados de Polícia do Estado do Rio Grande do Sul, por sua entidade de classe, manifestam sua preocupação e seu desagrado em virtude do retrocesso que está ocorrendo, com a manutenção de presos em delegacias de polícia, além do tempo estritamente necessário para formalizar suas situações. Ainda na década de 80 a Polícia Civil finalmente conseguiu impedir que presos permanecessem nas delegacias de polícia. Os órgãos policiais não têm condições, pela falta de estrutura, de sequer desenvolver suas atividades normais e não podem, também por isso, serem transformadas em presídios. Além do mais, as pessoas que precisam comparecer nas repartições policiais para registrar ocorrências ou prestarem depoimentos, na qualidade de vítimas ou testemunhas, têm sua segurança colocada em risco. A ASDEP espera que esta situação seja revertida com urgência.”

 

Fonte: Correio do Povo

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