Adepol nos Estados – Um grande ato reuniu Delegados do Amapá, que entregaram cargos ao Governo

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A ADEPOL do Amapá protocolou na Delegacia Geral de Polícia Civil, Secretaria de Justiça e Segurança Pública e Palácio do Setentrião (sede do governo do Amapá) 68 pedidos de exoneração de funções comissionadas (titularidades de delegacias, departamentos e outras funções comissionadas) subscritas por 68 dos 87 Delegados atualmente em atividade dentro da Polícia Judiciária do Amapá.

O ato, segundo a coordenação, faz parte de uma série de reações à política de desprestígio e desrespeito com que vem sendo tratada a Polícia Civil-AP e seus dirigentes, os delegados. “Fruto de longa, reflexiva e democrática deliberação, a ação foi uma decisão tomada dentro da sede da entidade e levada e efeito pela atual Direção”, esclareceram o presidente da Adepol-AP, delegado Sávio Pinto, e o Vice-Presidente, delegado Rogério Campos.

Antes da entrega do cargo, outras reações foram colocadas em prática, como forma de alerta, como a publicação de uma primeira Carta Aberta à Sociedade do Amapá, onde a classe externava suas insatisfações com relação ao silêncio e à ausência de diálogo tanto com o governo como com a Direção Geral da Polícia Civil. Num segundo momento, denúncias formais baseadas em documentos e fotografias foram protocoladas no Ministério Público do Trabalho, relatando e denunciando a caótica situação física vivenciada dentro de diversas unidades policiais. “São lugares insalubres e perigosos, os quais ao mesmo tempo em que comprovam o desrespeito e indignidade com que somos tratados, expõe todos os nossos companheiros a riscos iminentes”, alerta Sávio Pinto.

Como parte das ações, a assessoria jurídica da Associação está fazendo estudos para ações cabíveis, e também está sendo preparada uma campanha com outdoors em toda a cidade de Macapá. “Queremos  mostrar para aqueles que nunca foram a uma Delegacia de Polícia, como a Polícia Judiciária e seus delegados são tratados pelo atual governo, porque contra FOTOS não existe argumentos (uma imagem vale mais do que mil palavras)”, afirma Sávio.

A entidade também está reunindo documentos que serão levados ao Parlamento Estadual e ao Tribunal de Contas do Estado, a fim de provocar uma devassa em contratos, convênios e licitações envolvendo recursos que deveriam ou foram destinados à Polícia Judiciária.   “Essa é a postura de uma entidade que representa com responsabilidade e altivez seus associados, de uma ADEPOL que deseja o fortalecimento institucional da Polícia Civil, como um Órgão de Estado e não de governo. Desejamos uma Polícia Judiciária forte para todos os lados e não somente para baixo. Que na Polícia Civil a democratização do Direito Penal seja efetivamente iniciada. Para isso lutaremos com afinco por nossas prerrogativas”, conclui o presidente da entidade.