Subcomissão quer propor formas de combater crime organizado

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Uma subcomissão em funcionamento na Câmara dos Deputados está discutindo formas de combater o crime organizado no País em diversas vertentes. O grupo, instalado em abril, por sugestão do deputado Moroni Torgan (DEM-CE), está vinculado à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e tem até o fim do atual mandato, em janeiro de 2019, para encerrar seus trabalhos.

Os temas em análise são tráfico de drogas, de armas e de pessoas; roubo de cargas e valores; homicídios; lavagem de dinheiro; roubo e furto de veículos; e terrorismo. Cada um desses temas é analisado por um sub-relator. Ao final, todos os relatórios parciais serão reunidos em um único texto pelo relator-geral, deputado João Campos (PSDB-GO).

Moroni Torgan, que é presidente da subcomissão, destaca o caráter prático dos trabalhos. “Vamos tentar objetivar em medidas práticas, e não ficar naqueles estudos teóricos que viram um relatório grande e não passa disso”, promete.

Planos de trabalho

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Reunião ordinária da Subcomissão Permanente para tratar do Combate ao Crime Organizado para continuação da apresentação das propostas de trabalho dos sub-relatores. Dep. Aluisio Mendes (PSDC-MA)
Aluisio Mendes, um dos sub-relatores: é preciso apurar como armas de fogo entram clandestinamente no País com tanta facilidade

A subcomissão está na fase de elaboração dos roteiros de trabalho de cada sub-relatoria. Já foi aprovado um plano para a sub-relatoria de tráfico de armas, que tem à frente o deputado Aluisio Mendes (PSDC-MA). Ao longo dos trabalhos, ele espera ouvir os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Defesa, Jaques Wagner, sobre o assunto.

Mendes ressalta que vários estados brasileiros sofrem com quadrilhas organizadas, que dispõem de armas de guerra, muitas vezes com poder de fogo até superior ao das polícias. “Precisamos verificar, com esse trabalho da subcomissão, como essas armas entram com tanta facilidade no nosso país, identificar os pontos de maior fragilidade e apontar soluções”, afirma.

Até o momento, falta ser aprovado apenas o plano de trabalho da sub-relatoria sobre lavagem de dinheiro.

 

Fonte: Agência Senado