Parlamentares questionam procedimentos de revista íntima nos presídios

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Parlamentares questionaram, nesta quarta-feira (15), os procedimentos quanto à revista íntima adotados nas unidades prisionais do País durante audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário Brasileiro da Câmara dos Deputados.

Conduzindo a presidência da audiência pública da CPI, a deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) afirmou que fará sugestões para mudar os atuais procedimentos adotados em revista íntima.

“Queremos recomendar a proibição de visitas íntimas em espaços coletivos”, disse Zanotto, que afirmou conhecer procedimentos em que familiares permanecem com crianças dentro de locais coletivos, esperando que determinada visita íntima acabe. “Não há um lugar adequado para os familiares”, ressaltou.

Ainda em relação às revistas íntimas, a deputada disse que alguns presídios possuem o sistema de scanner nas entradas. “Como não temos scanner em todas as unidades, usamos um banquinho. Para quem não conhece é uma cadeira, higienizada, que detecta a presença de metais. Todos devem usar”, explicou.

Zanotto ainda questionou expositores sobre os dados apresentados quanto ao orçamento para a saúde e outras informações de rotina dos presídios. “Quero incluir no relatório a série histórica de aplicação dos recursos do orçamento em saúde voltados para o sistema carcerário, além de sugerir mudanças relacionadas aos procedimentos relatados por mim”, disse.

De acordo com Zanotto, esses dados serão agregados ao relatório final da comissão, previsto para ser votado no dia 5 de agosto.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) defendeu uma política integrada ao preso: “Atualmente, há uma extensão da pena aos familiares. Os familiares são vistos, muitas vezes, como aliados do crime e não como aliados ao processo de ressocialização”.

Ela criticou ainda a regra de revistas íntimas adotas atualmente nos presídios: “Especialmente pessoas idosas, que nunca tinham retirado a roupa na frente dos maridos, o tinham que fazer ao agente prisional. Além disso, muitas crianças e familiares permanecem em locais inadequados à espera da visita nas unidades prisionais”.

A reunião da CPI já se encerrou.

 

 

Fonte: Agência Câmara Notícias

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