MENSAGEM DA ADEPOL DO BRASIL AOS SEUS ASSOCIADOS SOBRE VOTO CONSCIENTE

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A ADEPOL DO BRASIL, entidade de classe de âmbito nacional representativa da categoria de Delegados de Polícia de todo país, vem expressar este manifesto a cada associado para que exerça o inalienável direito de voto neste domingo com consciência crítica e de classe.

Atributos que são determinantes para o desenvolvimento humano de uma Nação, como saúde, segurança, transporte, educação sofrem influência direta de nossas opções políticas.

A campanha eleitoral é notadamente marcada por promessas de melhorias nos serviços públicos que os governos prestam ao cidadão, sendo essencial atestar criticamente o que é viável e o que é demagogia.

Os candidatos sabem que o trabalho feito cotidianamente por servidores públicos é essencial para a vida da população e que é a melhoria dos serviços públicos que o eleitor busca ao escolher em quem votar. Por isso é fundamental que se verifique qual candidato teve ao longo de sua jornada política e de vida um compromisso real com o serviço público de qualidade para o cidadão.

Não é possível, porém, tomar como verdadeira a palavra de quem promete melhorar a qualidade dos serviços prestados à população, mas, ao mesmo tempo, adere a pautas que têm como finalidade sucatear o setor público.

Não é crível a promessa voltada a aumentar a qualidade e a oferta de serviços públicos feita por candidatos que ao longo de sua trajetória entregaram a prestação desses mesmos serviços para aliados políticos, empresas aliadas e financiadores de campanha, os quais têm como único foco a obtenção de lucro e não a garantia de direitos fundamentais do cidadão.

É enganador qualquer compromisso com melhoria de saúde, segurança pública, educação, saneamento – e tudo mais que órgãos públicos e seus servidores realizam para o cidadão – feito por quem ataca os direitos e garantias que os servidores públicos necessitam para atender às suas atribuições e missões institucionais.

Não adianta depois criticar pautas que contrariam essa premissa quando se elege determinado postulante a cargo eletivo com visão antagônica ao servidor público, seja promovendo loteamento de cargos ao invés de realizar concursos públicos para contratação de servidores efetivos, seja direcionando recursos públicos que deveriam ser destinados a investimentos que fortalecem a estrutura de um serviço público que atenda às metas do Estado e à Constituição Federal. 

Nos últimos anos, os servidores públicos efetivos sofreram um forte processo de desvalorização e ataques, como se fossem a causa das mazelas seculares do Brasil.  Pautas como a Reforma Administrativa por pouco não evoluíram.

Justamente pelos desafios já experimentados, orientamos que exerçam o sufrágio com visão coerente de que somos uma carreira típica de Estado e essenciais na prestação de uma segurança pública como ativo imprescindível ao funcionamento regular de uma comunidade, adotando -se para isso um voto consciente em quem apoiou os servidores públicos efetivos e concursados deste país.

O analfabetismo político é tão destrutivo quanto a ausência de democracia.