Delegado: “Usem menos rede social e cuidem do que seus filhos estão fazendo”

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Mensagens que se espalham por grupos de WhatsApp e redes sociais nesta terça-feira (11) dando conta de supostos planos de ataques em série a escolas de Cachoeira do Sul (RS) não condizem com a realidade. Quem afirma isso é o titular da 20ª Delegacia Regional de Polícia do Interior (20ª DRPI), delegado José Antônio Taschetto Mota (imagem). Segundo ele, “a situação está sob controle em Cachoeira do Sul e não há motivo para pânico ou para os pais deixarem de levar seus filhos para a escola”.

Mais cedo, pela manhã, Mota acompanhou o caso do adolescente de 13 anos que foi flagrado com uma faca na Escola Dinah Néri Pereira. A direção acionou a Brigada Militar, que juntamente com o Conselho Tutelar conduziu o estudante à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). “Ele alegou que colocou a faca na mochila porque estava com medo justamente dos boatos que davam conta de supostos ataques a escolas. É lógico que a atitude foi errada, mas ele não tinha animosidade alguma com ninguém da escola”, ressaltou o delegado Mota.

A Polícia Civil e a Brigada Militar trabalham de forma integrada junto à Secretaria Estadual de Segurança Pública e o Ministério da Justiça num plano de segurança junto às escolas. O Ministério da Justiça, inclusive, tem derrubado páginas de redes sociais que disseminam fake news e mensagens de ódio que incitam ataques. “As pessoas internalizam o pânico cuidando muito mais das redes sociais do que da própria vida real. Antes de se preocupar com terceiros, com o que os outros estão fazendo e de espalharem o pânico, cuidem o que os seus filhos estão fazendo, até porque há idade mínima para que possam ter perfil em rede social. E cuidem para o que estão levando na mochila antes de eles saírem de casa para a escola”, recomenda o delegado titular da 20ª DRPI.

Outra recomendação do delegado é para que as pessoas deem mais atenção e crédito às informações dos órgãos oficiais e que evitem acreditar em tudo que é disseminado nas redes sociais. “O pessoal que é alarmista, que dissemina falsas informações, quer justamente notoriedade. Querem mais likes e seguidores. É preciso evitar isso, porque se isso continuar daqui a pouco ninguém mais vai querer levar seus filhos para a escola. Deixem que a Polícia está cuidando disso. Menos rede social e mais vida real. É exatamente isso que as pessoas estão precisando”, disse o delegado Mota.

Por fim, ele recomenda que, antes de espalhar pânico em rede social, quem de fato se sentir ameaçado deve procurar a Polícia Civil ou a Brigada Militar.

Informações apuradas pelo Portal OCorreio dão conta de que há um clima de tensão em pelo menos parte das escolas de Cachoeira do Sul. Em alguns estabelecimentos, professores estão mantendo os estudantes dentro das salas de aula inclusive na hora do recreio.

Fonte: OCorreio