ADEPOL DO BRASIL participa de Audiência Pública no SENADO FEDERAL

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A ADEPOL DO BRASIL, representada pela Diretora Raquel Gallinati, é participação confirmada na Comissão Permanente de Educação, Cultura e Esporte para debater soluções de combate a ataques em instituições de ensino do País. A exposição tem início às 14 horas com transmissão em tempo real pela Internet.

Na ocasião, Dra. Raquel terá como moto “Prevenir e não apenas reagir”, sobre o combate à violência das escolas do País. A iniciativa do evento é da Comissão Permanente de Educação, Cultura e Esporte. O objetivo é jogar luzes no encaminhamento de soluções que possam ser adotadas pelo poder público no enfrentamento a ataques, que se tornaram recorrentes em instituições de ensino brasileiras, nos últimos anos.

Raquel, que também é embaixadora do Instituto Pró-Vítima, vai falar sobre o papel das forças de segurança em casos como os que aconteceram há poucos dias numa creche particular de Blumenau-SC e numa escola pública de São Paulo-SP. Ambos ataques deixaram um rastro de horror, além de mortos e feridos, entre educadores e crianças. Para a especialista, é fato que as instituições de ensino se tornaram alvos fáceis de invasão nos últimos tempos, por força da fragilidade de acesso. Contudo, só levantar muros e se preparar para a tragédia não é o suficiente:

“Os últimos casos registrados de violência em escolas do Brasil demostram que, quem quer atacar, seja com arma de fogo ou com uma faca, consegue entrar na instituição para cometer o crime. Só que o combate a essa fragilidade não se resume apenas em passar cadeado no portão, colocar polícia na porta da escola, ou revistar mochila. É preciso investir numa prevenção que começa bem antes de um atirador chegar à escola, com trabalho de Inteligência, para a detecção do problema em curso. Para tanto, é preciso uma abordagem ampla de saúde pública e, não menos importante: é necessário levar a sério os sinais”.

Na visão da delegada, quem ataca escolas não esconde suas intenções. Trata-se de um perfil que, a rigor, quer chamar a atenção:

“Desta forma, estudantes, mães e pais, professores e demais funcionários da instituição de ensino não podem subestimar possibilidades, venham elas de alunos ou de ex-alunos, ou provenientes de terceiros em redes sociais, por exemplo. Não se pode tratar mensagens e sinais como brincadeiras ou simplesmente achar que a pessoa não teria coragem de fazer algo ruim”.

Além da diretora da Adepol do Brasil, também farão suas exposições na audiência pública Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP); Verônica Regina Muller, presidente da Associação dos Educadores Sociais de Maringá (Aesmar); a especialista em Direito Digital Alessandra Borelli; Pedro Luis de Souza Lopes, coronel da Polícia Militar (PM); André Estevão Ubaldino Pereira, procurador de Justiça do Ministério Público (MP) de Minas Gerais; e Mário Hildebrandt, prefeito de Blumenau (SC).