AC – Adepol comenta sobre estruturação na carreira de delegado de polícia

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Durante votação, professores estaduais em greve fizeram manifesto

“Foi no diálogo e na confiança. Esperamos três anos para a aprovação – por unanimidade – desta lei, que nos traz uma estruturação da carreira de delegado de polícia no estado”. As palavras do presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Acre (Adepol), Cleyton Videira, dão uma explicação aos questionamentos feitos pela classe dos professores estaduais. Na manhã da última quarta-feira, 15, a categoria docente esteve na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para protestar contra a votação do reajuste salarial para os delegados.

Segundo as explicações de Videira, houve um diálogo com o governo desde 2012, caracterizado por uma estrutura na carreira de delegado no Estado. “Abrimos mão, em um primeiro momento, de um aumento salarial, para que houvesse um encaminhamento de um projeto estruturando a carreira da forma que pretendíamos. Tudo foi dentro de um consenso, confiando. E o resultado foi a aprovação”, afirma.

Ainda de acordo com o presidente da Adepol, os delegados abriram mão, em 2013, de um aumento salarial considerado para que o projeto fosse executado da forma planejada pela classe, e enfatiza que não era apenas questões salariais envolvidas. “Enquanto outras categorias tiveram aumento salarial, nós não tivemos. Nosso projeto deveria ter sido aprovado em dezembro de 2014 e entrado em vigor em janeiro de 2015, mas o governador Tião Viana salientou, à época, que não havia como. Entendemos”, diz.

“Poderíamos ter radicalizado, mas não fizemos isso”

Videira reitera que a categoria poderia, sim, ter feito uma greve, mas optou por confiar no governador Tião Viana. “Poderíamos ter radicalizado, tínhamos o momento de fazer uma greve, mas confiamos. Estamos juntos, desde sempre confiamos e negociamos. E, ontem, foi o desfecho: a aprovação da lei que estrutura a nossa carreira. Abrimos mão e, com o diálogo e confiança, conseguimos”, finaliza.

O presidente optou por não falar a respeito da greve dos professores estaduais e nem falar acerca das declarações feitas pela classe em relação aos reajustes.

 

 

Fonte: A Gazeta do Acre

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